{"id":1815,"date":"2013-09-17T15:30:04","date_gmt":"2013-09-17T18:30:04","guid":{"rendered":"http:\/\/transitoamigo.com.br\/website\/?p=1815"},"modified":"2013-09-17T16:09:06","modified_gmt":"2013-09-17T19:09:06","slug":"juntos-em-defesa-da-paz-no-transito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transitoamigo.com.br\/website\/juntos-em-defesa-da-paz-no-transito\/","title":{"rendered":"Juntos em defesa da paz no tr\u00e2nsito"},"content":{"rendered":"<h5><strong><strong>Opas\/OMS<\/strong><\/strong><strong> estimula a aproxima\u00e7\u00e3o de ONGs brasileiras para somar for\u00e7as com o objetivo comum de promover a seguran\u00e7a vi\u00e1ria<\/strong><\/h5>\n<h6><strong>Marina Lemle<\/strong><\/h6>\n<p>Quando\u00a0<strong>Thiago<\/strong> morreu ao voltar de uma festa, aos 18 anos rec\u00e9m-completos, a vida da arquiteta ga\u00facha\u00a0<strong>Diza Gonzaga<\/strong> mudou completamente: \u201cEu tinha que dizer para a sociedade que era preciso fazer alguma coisa. A morte do meu filho era uma morte anunciada.\u201d<\/p>\n<p>Um ano ap\u00f3s a trag\u00e9dia, em 1996, ela e o marido\u00a0<strong>R\u00e9gis<\/strong> fundaram a ONG\u00a0<strong>Vida Urgente\/ Funda\u00e7\u00e3o Thiago <\/strong><strong>de Moraes Gonzaga<\/strong>, que desenvolve programas educativos, culturais e informativos sobre tr\u00e2nsito para crian\u00e7as, adolescentes, jovens e adultos.<\/p>\n<p>Hoje, o Vida Urgente conta com 30 mil volunt\u00e1rios, que falam a linguagem dos diferentes p\u00fablicos e usam todo tipo de m\u00eddia para atingir mais gente. Onde chegam s\u00e3o bem recebidos. Conversam, distribuem materiais, prop\u00f5em atividades, ganham ades\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cFazemos \u2018m\u00eddia de guerrilha\u2019. Pintamos borboletas onde morre algu\u00e9m, e o Google Maps\u00a0<a href=\"http:\/\/www.apiweb.com.br\/borboletaspelavida\/\" target=\"_self\">localiza as borboletas<\/a>\u201d, conta Diza, que, inspirada no filho, desenhou a borboleta s\u00edmbolo do Vida Urgente.<\/p>\n<p>Muito antes da Lei Seca, ela levava baf\u00f4metros a festas e os jovens faziam fila para testar a novidade. A mensagem fluia em meio \u00e0 farra: bebida e dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o combinam.<\/p>\n<p>Para Diza, n\u00e3o s\u00e3o campanhas pontuais em v\u00e9speras de feriados que ir\u00e3o mudar comportamentos, mas sim um projeto permanente de educa\u00e7\u00e3o. E, nesse desafio, ela destaca a import\u00e2ncia das parcerias. O apoio da\u00a0<strong>Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (Opas)<\/strong>, por exemplo, foi fundamental para a produ\u00e7\u00e3o do livro\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vidaurgente.org.br\/site\/download.php?codigo=SjjOcXAKbEm4lVGw11cl84ZyVNHmmJS4U2KXR9xSFKOPvlamdf\" target=\"_self\"><strong>Perda Sem Nome &#8211; Como superar a aus\u00eancia de pessoas queridas<\/strong><\/a>, que reflete outro campo de trabalho do Vida Urgente: os grupos de apoio a pais que perderam filhos. Desde 1998, mais de 400 fam\u00edlias foram atendidas.<\/p>\n<p><a name=\"eztoc35778_0_1_1\"><\/a><\/p>\n<h6><em>Advocacy<\/em><strong> em seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito<\/strong><\/h6>\n<p>O caso do\u00a0<strong>Vida Urgente<\/strong> foi apresentado por Diza no \u201c<strong>Semin\u00e1rio nacional sobre <\/strong><em><strong>advocacy <\/strong><\/em><strong>para ONGs com foco em seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito<\/strong>\u201d, promovido pela\u00a0<strong>Opas<\/strong> na sua sede em Bras\u00edlia nos dias 12 e 13 de agosto de 2013. O semin\u00e1rio reuniu cerca de 30 representantes de mais de 20 ONGs brasileiras, de associa\u00e7\u00f5es de v\u00edtimas a organiza\u00e7\u00f5es que trabalham temas espec\u00edficos, como pedestres, ciclistas e transporte sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>coordenadora da Unidade T\u00e9cnica de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Sa\u00fade Ambiental da Opas no Brasil, Zohra Abaakouk<\/strong>, citou tr\u00eas objetivos do encontro:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>a compreens\u00e3o do que \u00e9\u00a0<em>advocacy<\/em> em seguran\u00e7a do tr\u00e2nsito;<\/strong><\/li>\n<li><strong>o compartilhamento de experi\u00eancias e \u00eaxitos, para se avaliar possibilidades de replica\u00e7\u00e3o;<\/strong><\/li>\n<li><strong>e a facilita\u00e7\u00e3o de futuros trabalhos conjuntos.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>N\u00e3o existe uma tradu\u00e7\u00e3o do termo\u00a0<em>advocacy<\/em> em portugu\u00eas, mas o conceito relaciona-se \u00e0 defesa e ao engajamento voltados a uma causa espec\u00edfica \u2013 no caso, a promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p><strong>Roberto Colombo,<\/strong> <strong>da mesma unidade da Opas<\/strong>, disse que aquele era o primeiro de uma s\u00e9rie de encontros com o objetivo de construir uma frente pela seguran\u00e7a vi\u00e1ria. Ele esclareceu que ningu\u00e9m do governo foi convidado, justamente para que os representantes da sociedade civil se sentissem \u00e0 vontade para dizer o que pensam, mas ressaltou que \u201cem algum momento esses dois mundos ter\u00e3o que se encontrar\u201d.<\/p>\n<p>Colombo apresentou os resultados e recomenda\u00e7\u00f5es do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/road_safety_status\/2013\/en\/index.html\" target=\"_self\"><strong>relat\u00f3rio global de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito de 2013 da OMS<\/strong><\/a> e divulgou os\u00a0<a href=\"http:\/\/www.paho.org\/bra\/index.php?option=com_docman&amp;task=cat_view&amp;gid=1086\" target=\"_self\"><strong>manuais dispon\u00edveis no site da Opas<\/strong><\/a><strong>.<\/strong> Ele chamou aten\u00e7\u00e3o para o crescimento no n\u00famero de v\u00edtimas de motocicletas. \u201cMorre-se cinco vezes mais no Brasil do que nos pa\u00edses com n\u00edveis razo\u00e1veis. Mais de um milh\u00e3o de motos foram vendidas no pa\u00eds em 2012. Cinco estados j\u00e1 tem mais motos que carros\u201d, alertou.<\/p>\n<p>O especialista em seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito e\u00a0<strong>consultor da Opas Victor Pavarino<\/strong> apresentou o cen\u00e1rio da morbimortalidade no tr\u00e2nsito no mundo e no Brasil e explicou que a sa\u00fade s\u00f3 \u201ccome\u00e7ou a meter a colher\u201d na quest\u00e3o h\u00e1 menos de dez anos, quando a OMS lan\u00e7ou, em 2004, um relat\u00f3rio que mostrava o quanto essa viol\u00eancia estava afetando a \u00e1rea da sa\u00fade. Dados de 2009 apontam para cerca de 1,3 milh\u00f5es de mortos e 50 milh\u00f5es de feridos ao ano em 178 pa\u00edses. O custo global de toda essa dor \u00e9 de cerca de US$ 518 bilh\u00f5es ao ano, que equivalem a de 1% a 3% dos PIBs dos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Segundo Pavarino, a afirma\u00e7\u00e3o corriqueira de que a morte no tr\u00e2nsito seria \u201cdemocr\u00e1tica\u201d, por atingir a todos, \u00e9 falsa, tanto num\u00e9rica quanto relativamente. \u201c<strong>Ela atinge a todos, mas as maiores v\u00edtimas s\u00e3o os mais pobres dos pa\u00edses mais pobres<\/strong>\u201d, esclareceu. De acordo com o especialista, hoje os traumas no tr\u00e2nsito s\u00e3o encarados como eventos previs\u00edveis e evit\u00e1veis, e sabe-se que a seguran\u00e7a vi\u00e1ria necessita de abordagem multisetorial. As proje\u00e7\u00f5es, entretanto, continuam muito pouco otimistas: o Brasil, que ocupava em 2009 o 9<sup>o<\/sup> lugar em traumatismo no tr\u00e2nsito, poder\u00e1 alcan\u00e7ar o 5<sup>o<\/sup> lugar em 2030, se o quadro n\u00e3o se alterar.<\/p>\n<p><a name=\"eztoc35778_0_1_2\"><\/a><\/p>\n<h6><strong>Vida no Tr\u00e2nsito<\/strong><\/h6>\n<p>Em novembro de 2009, foi realizada em Moscou a 1\u00aa Confer\u00eancia Ministerial Mundial sobre Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito, que estipulou a D\u00e9cada Mundial de A\u00e7\u00f5es para a Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito de 2011 a 2020. Na ocasi\u00e3o, a Bloomberg Philanthropies anunciou fundos para a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito em dez pa\u00edses signat\u00e1rios, entre eles o Brasil, atrav\u00e9s do programa Road Safety in 10 Countries Project (RS10), que aqui ganhou o nome de\u00a0<a href=\"http:\/\/vias-seguras.com\/a_prevencao\/projeto_vida_no_transito\" target=\"_self\"><strong>Vida no Tr\u00e2nsito<\/strong><\/a> e \u00e9 coordenado pela Opas e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>De acordo com Pavarino, dois fatores de risco s\u00e3o priorit\u00e1rios no projeto no Brasil: a associa\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o e o excesso de velocidade. Segundo ele, a \u201calma\u201d do projeto \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica epidemiol\u00f3gica e a abordagem sist\u00eamica e multissetorial, planejada por comit\u00eas intersetoriais locais, que buscam relacionar dados do Samu, das pol\u00edcias, da imprensa, dos Detrans e outros \u00f3rg\u00e3os para chegar o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da realidade dos acidentes, de forma que se possa desenhar um programa e tra\u00e7ar interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas e a\u00e7\u00f5es direcionadas. Parcerias entre esferas e \u00f3rg\u00e3os de governo, iniciativa privada e sociedade civil organizada s\u00e3o estimuladas pelo projeto.<\/p>\n<p>Bem sucedido nas cinco capitais onde foi implantado inicialmente, a partir de 2010, o Vida no Tr\u00e2nsito foi estendido no fim de 2011 a todas as capitais brasileiras e \u00e0s cidades paulistas de Campinas e Guarulhos, com o investimento anunciado de cerca de R$ 12 milh\u00f5es. Em 27 de junho de 2013, foi publicada no Di\u00e1rio Oficial a terceira portaria\u00a0<strong>(<\/strong><a href=\"http:\/\/portalsaude.saude.gov.br\/portalsaude\/arquivos\/pdf\/2013\/Jun\/28\/portaria_1284_projeto_vida_no_transito.pdf\" target=\"_self\"><strong>n\u00ba 1.284<\/strong><\/a><strong>)<\/strong>, que prev\u00ea o repasse de R$ 13 milh\u00f5es e 475 mil reais oriundos do Piso Vari\u00e1vel de Vigil\u00e2ncia e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade ao projeto em estados, capitais e munic\u00edpios com mais de um milh\u00e3o de habitantes, al\u00e9m das cidades de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais e Foz do Igua\u00e7u, no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cDo ponto de vista t\u00e9cnico, o projeto \u00e9 bem intencionado, mas precisa de empenho pol\u00edtico. Por isso, uma tropa de choque composta pela Opas e a\u00a0<strong>organiza\u00e7\u00e3o Global Road Safety Partnership<\/strong> cobra compromissos por escrito\u201d, disse Pavarino. Ele acrescentou que a Opas tamb\u00e9m promove interc\u00e2mbios, movimentos, eventos e a\u00e7\u00f5es de advocacy.<\/p>\n<p>Os jornalistas\u00a0<strong>Veet Vivarta e Sandra Damiani, da ONG ANDI \u2013 Comunica\u00e7\u00e3o e Direitos<\/strong>, falaram sobre o estudo<\/p>\n<p><strong> <a href=\"http:\/\/vias-seguras.com\/documentacao\/documentos_temas_a_a_c\/doc_analise_da_seguranca_do_transito\/a_midia_e_a_seguranca_no_transito_uma_radiografia_da_cobertura_de_11_diarios_brasileiros\" target=\"_self\">A m\u00eddia e a seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito: uma radiografia da cobertura de 11 di\u00e1rios brasileiros<\/a><\/strong> <strong>,<\/strong> resultado de uma parceria com a Opas. O estudo, feito entre 01 de dezembro 2011 e 31 de maio de 2012, levantou temas mais discutidos, fontes de informa\u00e7\u00e3o mais mencionadas, caracter\u00edsticas da cobertura, perfil dos envolvidos em acidentes de tr\u00e2nsito, legisla\u00e7\u00e3o citada e causas e solu\u00e7\u00f5es apresentadas para o problema. Eles tamb\u00e9m falaram sobre as oficinas com jornalistas realizadas nas primeiras capitais contempladas com o projeto Vida no Tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p><a name=\"eztoc35778_0_1_3\"><\/a><\/p>\n<h6>Motoriza\u00e7\u00e3o e sedentarismo<\/h6>\n<p>O soci\u00f3logo\u00a0<strong>Eduardo Biavati<\/strong> promoveu uma reflex\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es entre maus h\u00e1bitos de vida, como m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o e sedentarismo, e a mobilidade nos diferentes contextos socioculturais, relacionando com dados de sa\u00fade e de tr\u00e2nsito. \u201cA restri\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia da mobilidade gera um atraso da autonomia da crian\u00e7a, uma infantiliza\u00e7\u00e3o. Se o mundo \u00e9 perigoso, vamos tir\u00e1-la da rua. N\u00e3o se pensa em transformar o mundo, mudar a rua\u201d, criticou.<\/p>\n<p>Ele citou dados da\u00a0<strong>Pesquisa Nacional da Sa\u00fade do Escolar (Pense)<\/strong> de 2009 e 2012, feita com mais de 3 milh\u00f5es de alunos do nono ano do Ensino M\u00e9dio, que mostrou que de 8 a 10% dos alunos faltam \u00e0 aula por inseguran\u00e7a no trajeto casa-escola-casa. \u201cOs pais responderam motorizando. E as crian\u00e7as e adolescentes engordam ao lado do pai e da m\u00e3e\u201d, lamentou. Outra revela\u00e7\u00e3o foi que eles consolidam o h\u00e1bito de beber na mesma \u00e9poca em que come\u00e7am a aprender a dirigir. Segundo a pesquisa, 854.500 alunos do nono ano j\u00e1 dirigem ve\u00edculo motorizado no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo Biavati, entre 1997 a 2000, houve uma redu\u00e7\u00e3o de quase 50% da mortalidade no tr\u00e2nsito, gra\u00e7as ao novo C\u00f3digo. \u201cMas a coisa perdeu o rumo. Em 2011, tivemos 43.200 mortos, um pico hist\u00f3rico no Brasil, por causa das mortes de motociclistas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ele explicou, entretanto, que os pedestres continuam as maiores v\u00edtimas, representando a metade do total. A viol\u00eancia no tr\u00e2nsito tamb\u00e9m vitima mais os mais pretos, mais pobres e menos escolarizados. \u201c\u00c9 um fen\u00f4meno hist\u00f3rico, social e sist\u00eamico, n\u00e3o \u00e9 acidente. O meu carro tem quatro airbags\u201d, resumiu.<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas mostram que para cada morto no tr\u00e2nsito, 20 sobrevivem, sendo seis com sequelas graves e eternas. O perfil \u00e9 de homens (8 em 10) jovens (53% de 15 a 39 anos) &#8211; e est\u00e1 ficando cada vez mais jovem. \u201cTodos nos machucamos, a longo prazo. Pena que n\u00e3o se possa contabilizar a dor humana\u201d, disse.<\/p>\n<p>Biavati defendeu a forma\u00e7\u00e3o de uma rede de ONGs. \u201cAs organiza\u00e7\u00f5es dedicadas \u00e0 tem\u00e1tica s\u00e3o poucas e t\u00eam um espa\u00e7o enorme a cumprir. \u00c9 preciso buscar aliados para al\u00e9m do tr\u00e2nsito\u201d, sugeriu.<\/p>\n<p>O engenheiro\u00a0<strong>Artur Morais<\/strong> trouxe um<strong> exemplo de metodologia: <\/strong><a href=\"http:\/\/vias-seguras.com\/documentacao\/documentos_temas_a_a_c\/doc_analise_da_seguranca_do_transito\" target=\"_self\"><strong>Ferramentas para a condu\u00e7\u00e3o de advocacy: revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o e mapeamento pol<\/strong><strong>\u00ed<\/strong><strong>tico<\/strong><\/a>.<\/p>\n<h6>Parcerias para objetivo comum<\/h6>\n<p><strong>Laura Sminkey<\/strong>, do setor de Comunica\u00e7\u00e3o da OMS em Genebra, lan\u00e7ou no encontro o guia para ONGs\u00a0<a href=\"http:\/\/www.who.int\/violence_injury_prevention\/publications\/road_traffic\/ngo_guide\/en\/\" target=\"_self\"><em><strong>Promovendo a defesa da seguran\u00e7a vi\u00e1ria e das v\u00edtimas de les\u00f5es causadas pelo tr\u00e2nsito<\/strong><\/em><\/a> e apresentou a<a href=\"http:\/\/www.roadsafetyngos.org\/\" target=\"_self\"><strong>Alian\u00e7a Global de ONGs em Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito<\/strong><\/a>, que hoje conta com duas ONGs brasileiras:<\/p>\n<ul>\n<li>a\u00a0<strong>Funda\u00e7\u00e3o Thiago de Moraes Gonzaga\/<\/strong><\/li>\n<li><strong>Vida Urgente<\/strong>, de Diza Gonzaga,<\/li>\n<li>e a\u00a0<strong>Crian\u00e7a Segura<\/strong>, representada no evento em Bras\u00edlia pela sua coordenadora,\u00a0<strong>Alessandra Fran\u00e7\u00f3ia.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>O grupo internacional se encontra duas vezes por ano desde 2011 para a troca de informa\u00e7\u00f5es e boas pr\u00e1ticas, e a cada dois anos \u00e9 realizado um evento global de ONGs. Laura informou que em 2015 haver\u00e1 um encontro para discutir o que as ONGs ir\u00e3o dizer na 2<sup>a<\/sup> Confer\u00eancia Ministerial Mundial sobre Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p><strong>Gayle Di Pietro<\/strong>, da\u00a0<strong>Global Road Safety Partnership<\/strong>, divulgou um\u00a0<a href=\"http:\/\/rs10bra.opasbrasil.com\/arquivos\/ONG\/Apresentacoes\/Road%20Safety%20Grants.pdf\" target=\"_self\"><strong>programa de bolsas para ONGs<\/strong><\/a><strong>,<\/strong> no valor aproximado de R$ 10 mil por m\u00eas por dois anos, bancadas pela\u00a0<em><strong>Bloomberg Philanthropies<\/strong><\/em> e geridas pela GRSP, que busca propostas para mudan\u00e7as de pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es que reduzam morbimortalidade. Ela recomendou que, para ter o melhor impacto poss\u00edvel, as ONGs precisam ser claras sobre o que est\u00e3o fazendo, e anunciou a realiza\u00e7\u00e3o de uma\u00a0<strong>oficina de capacita\u00e7\u00e3o para ONGs brasileiras na primeira semana de dezembro de 2013, com apoio da Opas\/Brasil<\/strong>. Gayle chamou aten\u00e7\u00e3o para as devidas distin\u00e7\u00f5es entre a\u00e7\u00f5es de\u00a0<em>advocacy<\/em>, educa\u00e7\u00e3o, campanhas e seus m\u00e9todos, meios, focos e objetivos. Ela ressaltou o papel das ONGs de persuadir tomadores de decis\u00e3o e a import\u00e2ncia de se usar recursos de advocacy, e n\u00e3o de lobby, para atingir os objetivos.<\/p>\n<p>No final do encontro os participantes acordaram pelo in\u00edcio de um processo de colabora\u00e7\u00e3o continuada como uma rede informal nos pr\u00f3ximos anos e decidiram pela cria\u00e7\u00e3o de um\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/182418958604009\/\" target=\"_self\">grupo no Facebook<\/a><\/strong> para o compartilhamento das suas respectivas atividades.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/rs10bra.opasbrasil.com\/index.php?dir=ONG%2FApresentacoes%2F\" target=\"_self\">Baixe as apresenta\u00e7\u00f5es do evento<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>FONTE: <a href=\"http:\/\/vias-seguras.com\/a_prevencao\/juntos_em_defesa_da_paz_no_transito\">Vias Seguras<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opas\/OMS estimula a aproxima\u00e7\u00e3o de ONGs brasileiras para somar for\u00e7as com o objetivo comum de promover a seguran\u00e7a vi\u00e1ria Marina Lemle Quando\u00a0Thiago morreu ao voltar de uma festa, aos 18 anos rec\u00e9m-completos, a vida da arquiteta ga\u00facha\u00a0Diza Gonzaga mudou completamente: \u201cEu tinha que dizer para a sociedade que era preciso fazer alguma coisa. 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